segunda-feira, 25 de maio de 2009

Constantino Apolinário da Vitória Régia


E nos disse Apolinário hoje cedo sobre a importância da fidelidade em um relacionamento:

"Ói, esse trem que todo mundo comenta aí, de traição, é um trem danado de errado, viu? Trair é errado, minha mãe me ensinou e meu pai deu exemplo apanhando de minha mãe sempre que chegava cedo. Eu? Durante o tempo que fui casado, nunca traí minha esposa... pelo menos nunca dentro de casa."...

domingo, 24 de maio de 2009

A Bunda Dela


— Nossa! Você a viu a bunda dela, Marília? Era enorme!
— Que enorme o que, Dirceu? É normal, como a de todas!
— Como a de todas não, a dela é enorme, a maior que eu já vi!
— Você tá doido Dirceu? É normal, acho que tá até menor.
— Não Marília, é enorme!!! OLha, como é grande!
— Ah! É média, não é tão grande assim... Aliás, como eu disse, todas são desse tamanho.
— Não, essa é maior... Olha como ela anda!
— Ai Dirceu!!! Vamos parar de discutir o tamanho da bunda dessa formiga e terminar de lavar a louça?!

Marília e Dirceu são casado a quase dois anos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Recanto Poético


Fortaleza da Solidão


Do alto tudo parece tão pequeno,
Tão simples.
Mas mesmo aqui,
Deitado em nuvens,
Posso sentir todo o peso do mundo em minhas costas.
Mesmo nesse silêncio celeste
Posso ouvir as centenas de vozes
Dentro e fora de mim.
O homem mais forte do mundo
Ou um menino que nunca pode chorar?
Defensor de um mundo que não é meu
Mas que me deu tudo.
Eu não queria voar
Não queria ser tão leve quanto os sonhos.
Do que vale um peito de aço
Se dentro dele o coração que pulsa ainda é o de uma criança.
Do que vale enxergar entre as paredes
Se o que eu mais queria era me trancar no meu quarto
E esperar a tempestade passar,
Protegido em meu cobertor vermelho.
Do que me vale ser mais rápido que uma bala
Se o que eu mais queria (e quero)
É ficar parado,
Abraçado com ela.
Sou mais que um pássaro,
Sou mais que um avião,
Sou mais que um homem num pijama azul.
Esse "S" em meu peito não é de super,
Mas de sentimento, de ser humano.
Posso ver a milhas e milhas de distância,
Mas não posso ver dentro de mim.
Invulnerável como um cristal
E perdido dentro de mim mesmo.
Não é a cripitonita o meu fraco,
E sim a incerteza de poder protejer a quem eu amo
Enquanto tiver o peso do mundo em minhas costas.



Filinto Rossini

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Horóscopos Secretos de Madame Boulevarde - Maio/2009


Áries
A Batalha das 12 Casas começou. Apressem-se, Cavaleiros de Atena! Salvem Atena que caiu ferida por uma flecha do mal.



Touro

Um fato inesperado está prestes a acontecer hoje, seu marido sairá mais cedo do trabalho e virá direto pra casa, fique atenta e deixe o guarda-roupa preparado para acomodar seu amigo de todas as tardes.



Gêmeos

O sol entra em ascendência a partir das 6hs da manhã e começa a descender às 13hs seguindo seu percurso até se por no Oeste. No período entre 10hs e 16hs, use o filtro solar.




Câncer

É de fonte segura que me disseram que hoje vai dar borboleta e avestruz, pode confiar!



Leão

As tropas do Conselho Separatista se aproximam do planeta Originariuns, é dever dos guerreiros Jedi defender essa galáxia contra a tirania de seus opositores.




Virgem

Bata a massa e a leve ao fogo por alguns minutos, depôs acrescente uma pitada de pimenta e sal e voalá!




Libra

Não fique indeciso, é preciso pensar e ver o que pesa mais nas suas decisões.






Escorpião

Não saia de casa, o mundo conspira contra você. Agentes secretos infiltrados em seu bairro o vigiam pela janela esperando qualquer ato suspeito de sua parte. Feche as janelas, tranque as portas e lembre-se de comentar com seu psiquiatra sobre essa mania de perseguição.


Sargitário

Infelizmente, você será demitido hoje.





Capricórnio

Parabéns, com a demissão do sargitariano, precisamos de um novo gerente de vendas, advinha quem ganhou a vaga seu sortudo?!



Aquário

Pra variar, o Flamengo vai perder de novo.




Peixes

É pau, é pedra, é o fim do caminho.



Reflexões sobre a Reforma Ortográfica

Ninguém percebeu, mas a plateia perdeu o acento.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Constantino Apolinário da Vitória Régia


Abandonado pela mulher, pai de 13 filhos e com mais 4 de criação, trabalhador braçal e filósofo da vida, eis Constantino Apolinário da Vitória Régia, um de nossos tantos ilustres clientes que por vezes frequentam o Morcego Blues, trazendo estórias e estórias na bagagem. Ontem, reparando no movimento, constantino com sua costumeira rude simpatia se pôs a falar sobre uma viagem que fez ao norte do estado, quando ainda era moço. Diz ele que numa noite, quando atuava como caixeiro viajante, teve de pernoitar numa cidade muito simples. Era noite de lua cheia e a preocupação de todos naquele povoado era om o tal lobisomem que assombrava as pessoas.

Diziam ser um monstro de mais de 2 metros de altura, forte como um touro e com os olhos mais vermelhos que molho de tomate em latinha de Coca-Cola. Ninguém ali ousava encarar a criatura, e aqueles que o tentaram, padeciam da maldição do dito bicho, que causava vermelhidão nos olhos.

Constantino não acreditava naquilo que seus olhos não viam ou no que a dona cachaça não lhe mostrasse, e sendo um corajoso juramentado, pôs-se à disposição para enfrentar o lobisomem, ainda mais quando uma das moças da hospedaria se derretou toda com a postura paladina do caixeiro.

Saiu então pela noite, nosso destemido cliente, montado em seu cavalo manco, quero dizer, branco, vagando sem direção, buscando tão somente encontrar o tal homem-lobo para o acerto de contas. Horas e mais horas se passaram, e nada do bicho. Constantino já se dava por satisfeito, não tendo encontrado o monstro e crente de que o mesmo havia fugido, sabedor da existência de homem corajoso e destemido em seu encalço, contudo, todo mundo é sabedor do ditado de "quem procura acha", e no fim da estrada estava a fera, gigantesca, furiosa e com seus olhos vermelhos.

Constantino sentiu o cavalo tremer, mas inspirando confiança em sua montaria, inspirou o ser equino a não temer o ser lobo. Sacou do revólver, mas lembrou que somente bala de prata feriria o bicho e a sua última, ele havia vendido a um homem no sertão de Goiás. Teria de ser na unha a batalha, contudo, lembrou-se que na caixa que carregava contendo seus produtos de venda, havia uma colher de prata e resolveu usar disso para ter alguma chance a mais contra o Lobisomem.

A batalha durou horas a fio, eram forças equiparadas, jamais o lobisomem havia enfrentado homem tão sabedor das artes da briga e nem mesmo Constantino havia encontrado lobo tão sabedor das armadilhas do embate. A peleja prosseguia e o cavalo de meu cliente só ficava ali, roendo unha, esperando o fim daquele duelo de titãs.

Por fim, quando ambos os combatentes já se demosntravam cansados, uma colherada na cabeça do lobisomem fez com que o mesmo caísse gemendo de dor. Constantino se aproximou para dar fim ao bicho, mas reparou que os olhos vermelhos do Lobisomem eram característicos de alguém com conjuntivite, e ele como bom caixeiro, tinha alguns remédios na sua maleta. Resolveu e viu que o Lobisomem era um cliente em potencial, conversou e vendeu alguns colírios para ele, além de remédios e corativos para os ferimentos da briga, descobriu também que o monstro era vesgo e fez negócio nuns óculos corretivos. O Lobisomem, que se chamava Ernestino, ficou por deveras agradecido e nunca mais atacaou o povoado, e Constantino ainda fez bons negócios, vendendo colírio para as vítimas da maldição do lobisomem.

Sabedor de que aprecio suas estórias sem pé nem cabeça, novamente Constantino me destraiu e saiu sem pagar a conta... Vê se pode?!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Um Soneto Qualquer


Um leve devaneio me leva a rimar,
Não há motivo, nem sequer razão.
Vontade subita que surgiu no ar,
Mais da alma que do coração.

Rimar bela com janela,
Lua com rua,
Rimar canela e panela,
Fazer uma rima nua.

Vontade de rimar, olhe bem?!
Parece vontade de criança,
Parece brincadeira de alguém...

Uma busca de esperança,
Por palavras de ninguém,
Soltas em gangorras e balanças.

Em Funcionamento


É com incomparável prazer que inicio aqui o funcionamento do Morcego Blues Café, um lugar repleto de contos, crônicas, casos, frases e 'outras cositas mas'. Aqui se encontram personagens e mais personagens em relatos cotidianos, é pois uma central de estórias. Pois bem, sejam muito bem vindos e vejamos o que essas linhas digitais revelaram a todos estes meus clientes.

"Se errar é humano, eu sou um extra-terrestre"